sábado, 7 de novembro de 2009

Um pequeno relato de uma grande experiência: estar em Reggio Emília....



Luciana Ribeiro Guimarães




Bom, falar sobre a experiência de Reggio é falar da colheita de muitos, muitos desejos plantados e fartamente colhidos

Tive a oportunidade de estar lá em maio de 2007 e foi uma profunda experiência... de inquietude, de interrogações, de encantamentos, de descobertas, de verificações, de constatações saborosas sobre o que é ser ESCOLA e, sobretudo, de estudos. Estudos estes que no decorrer do tempo têm ocupado o espaço das alavancas que nos impulsionam (nos projetam, nos põem na experiência da “projetação”, será?) continuamente e em busca do encontro com a valorização da INFÂNCIA.
Acredito que em Reggio Emília, mais do que compreender o que lá acontece, é possível, essencialmente, mergulhar na proposta de uma educação comprometida com o tempo da infância. Lá a todos é permitido acesso e a todos é garantido o sucesso. Que é único, próprio de cada um. As particularidades são reverenciadas e o coletivo se torna uma construção assumida por todos.
No encontro com os educadores, com as crianças e com os espaços a educação responsável se faz presente de maneira extremamente comprometida onde, família e escola, encontram seu valor e interdependência.
Para nós, visitantes, a escuta atenta se faz uma constante sem mesmo que a gente perceba. Os espaços convidam, os relatos seduzem e a memória daquele lugar se torna algo impossível de não retornar...
Mas quando é chegada a hora do fim daquele tempo, da estada com todos, do distanciamento das escolas e da volta pra casa a inspiração reggiana nos acompanha, permanece em nós, soprando nos ouvidos, a sensação de que todos somos capazes, se desejosos e incansáveis na luta de permitir que a vida adentre também os muros das escolas e infâncias brasileiras que tanto nos pedem por dias melhores.



Luciana Ribeiro Guimarães
Psicóloga e Consultora educacional
Uberlândia - MG

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